A Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém as negociações da delação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mesmo após a Polícia Federal ter rejeitado os termos propostos pela defesa do dono do Banco Master. No entanto, nos bastidores, o que vem sendo apresentado por Vorcaro na proposta de colaboração não tem empolgado os procuradores à frente da negociação.
Segundo fontes consultadas pelo JOTA, o material apresentado por Vorcaro avançou pouco em relação ao que a investigação já tem em mãos.
Desde o início das investigações, a PF apreendeu pelo menos 8 celulares de Vorcaro. A perícia inicial trouxe importantes achados do esquema fraudulento do Banco Master. Já foram feitas sete operações policiais que demonstraram, segundo a corporação, fraudes financeiras, corrupção, acesso a dados sigilosos e uso de milícia privada para ameaçar desafetos.
Os sinais da rejeição da PF à colaboração de Vorcaro começaram na terça-feira (19/5), quando o investigado foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Antes, ele estava em uma sala especial.
Vorcaro foi preso em novembro de 2025, depois, foi liberado com o uso de tornozeleira eletrônica. Em março de 2026, ele voltou a ser preso pela PF, a mando do ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master, no Supremo Tribunal Federal (STF).