A sétima rodada da pesquisa quinzenal BTG/Nexus indica um cenário eleitoral praticamente estável, com oscilações dentro da margem de erro, mas ligeiramente mais favorável a Lula (PT). O presidente avançou de 40% para 42% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recuou de 34% para 33%. Com isso, a vantagem do petista aumentou de seis para nove pontos percentuais, o maior intervalo desde o fim de junho.
No segundo turno, o quadro permanece praticamente congelado. Lula manteve 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 44% para 43%. A vantagem do presidente passou de três para quatro pontos percentuais, mas continua dentro da margem de erro da pesquisa.
A rejeição de Lula avançou de 46% para 48%, enquanto a de Flávio Bolsonaro permaneceu estável em 50%, mantendo uma diferença de dois pontos percentuais entre os dois principais candidatos.
A percepção sobre o governo mudou apenas marginalmente, e em direção menos favorável ao Planalto. A aprovação permaneceu em 47%, enquanto a desaprovação avançou de 47% para 49%, mantendo um cenário de relativo equilíbrio entre avaliações positivas e negativas.
Primeiro turno: Lula volta a ampliar vantagem
No principal cenário, Lula (PT) avançou de 40% para 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) oscilou de 34% para 33%. Com isso, a vantagem do presidente aumentou de seis para nove pontos percentuais, voltando ao maior patamar registrado desde o fim de junho. A diferença continua dentro da margem de erro ampliada da série, mas interrompe o movimento de aproximação observado na rodada anterior.
Com a retirada de Aécio Neves e Joaquim Barbosa da simulação, Ronaldo Caiado aparece com 6%, Renan Santos com 5%, Romeu Zema com 3%, Augusto Cury com 2% e Cabo Daciolo com 1%. Brancos e nulos somam 6%, e 2% não souberam responder.
Voto espontâneo: Lula cresce e indecisos diminuem
Na pergunta espontânea, Lula avançou de 35% para 36% das citações, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu em 27%. A vantagem do presidente passou de oito para nove pontos percentuais. O principal movimento foi a redução do percentual de eleitores indecisos ou que não citaram nenhum candidato, de 22% para 19%, indicando maior definição do eleitorado.
Segundo turno segue estável
No principal cenário de segundo turno, Lula manteve 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 43%. A vantagem do presidente segue em quatro pontos percentuais, repetindo o resultado da rodada anterior.
Nos demais confrontos, Lula continua à frente com margem confortável: vence Romeu Zema por 46% a 42%, Ronaldo Caiado por 45% a 43% e Renan Santos por 47% a 39%.
Tarifaço de Trump
A pesquisa também mediu a percepção dos brasileiros sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. O tema já é conhecido por 80% do eleitorado. Para 53%, a decisão de Donald Trump tem motivação política e busca punir o governo Lula e influenciar as eleições brasileiras. Outros 32% avaliam que a medida foi motivada por razões comerciais e econômicas. Apesar disso, quando perguntados sobre quem é o principal responsável pelo tarifaço, o eleitorado se divide: 41% atribuem a culpa a Lula e outros 41% a Flávio Bolsonaro.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 24 e 26 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01489/2026.