Garcia Pereira Advogados Associados

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (30/7) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores atendidos em alta tensão acelerou a migração da indústria para esse ambiente de contratação.

De acordo com o documento, 41% das empresas migraram para o mercado livre desde 2024, quando passou a valer a ampliação do acesso ao segmento. Entre aquelas que fizeram a mudança, 73% afirmaram ter registrado redução nos custos com a conta de energia.

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O principal motivo é o custo com a conta de luz: a pesquisa mostra que 30% das indústrias consideram a migração para o mercado livre como a principal estratégia para reduzir os gastos com energia elétrica.

Apesar do avanço, a entidade avalia que ainda há espaço para expansão do mercado livre. Entre as empresas de baixa tensão que permanecem no mercado cativo, 37% demonstraram interesse em migrar para o novo modelo de contratação.

Os resultados refletem a abertura gradual do mercado livre promovida pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que desde janeiro de 2024 permite que todos os consumidores conectados em alta tensão escolham livremente seu fornecedor de energia, independentemente da demanda contratada.

A energia elétrica continua sendo o principal insumo energético da indústria brasileira. Os dados da CNI mostram que 79% das empresas utilizam eletricidade como principal fonte de energia em seus processos produtivos e 83% consideram que o custo da energia é um fator determinante para a competitividade.

A compra de energia no mercado livre é indicada como uma das principais iniciativas para reduzir despesas ou melhorar a eficiência energética – 30% das indústrias que passaram a adotar alguma medida nos últimos anos.

O setor também tem buscado investimentos em autogeração e programas de eficiência energética, mencionados por 13% dos entrevistados cada.

Em nota, o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira, afirmou que os resultados reforçam a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e indicam que a migração para o mercado livre tem sido o principal instrumento utilizado pelas empresas para reduzir despesas.

Segundo ele, o setor também precisa avançar na adoção de tarifas dinâmicas, que reflitam as condições de geração, horário e demanda, além de revisar os subsídios que incidem sobre a conta de luz.

A sondagem foi realizada em abril com 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação, das quais 601 são pequenas, 529 médias e 368 grandes empresas.

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