O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, afastou de forma cautelar o juiz auxiliar Milton Lívio Lemos Salles realizava, do Núcleo de Justiça 4.0 Cível e de Família do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por beber vinho e fumar um cigarro durante uma sessão de julgamento.
O magistrado realizava uma sessão remota de julgamento em 10 de agosto quando a câmera mostrou que ele estava bebendo vinho direto da garrafa e fumando um cigarro que acendeu com um maçarico.
O procedimento foi interrompido logo em seguida.
Após a circulação da gravação da sessão, Salles gravou um vídeo dizendo que estaria sendo difamado. Na gravação, ele também ofende o TJMG, Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes.
“Esse Tribunal de Minas Gerais, esse STJ, o STF, o ministro Alexandre de Morais são todos corruptos, filho da p…”, diz Salles no vídeo, no qual parece estar embriagado.
Resposta do Judiciário
Ao ser informado do caso, o TJMG abriu uma apuração no Órgão Especial da Corte e entrou com um procedimento junto à Corregedoria-Geral de Justiça.
Na decisão, Campbell afirmou que a conduta do magistrado é “frontalmente incompatível com os deveres de urbanidade, sobriedade e respeito à função jurisdicional”. Segundo o ministro, além de se comportar de forma incompatível “com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”, o magistrado “comprometeu gravemente a imagem e a respeitabilidade do Poder Judiciário perante a sociedade”.
De acordo com o ministro, os fatos são tão graves que “dispensam maior digressão”.
Campell determinou a abertura de uma Reclamação Disciplinar contra o magistrado e o afastou de suas funções até nova deliberação da Corregedoria Nacional de Justiça.
O JOTA procurou o magistrado Milton Lívio Lemos Salles, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.