Garcia Pereira Advogados Associados

A aprovação do presidente Lula (PT) subiu de 45,9% para 47,6% em um mês, enquanto a desaprovação recuou de 52,3% para 51,2%, segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (29/7). Apesar da melhora, o presidente ainda registra saldo negativo de 3,7 pontos percentuais entre aprovação e desaprovação.

O movimento de melhora na popularidade do governo, em maior ou menor grau, também foi captado por outras pesquisas recentes, como Datafolha, PoderData, Real Time Big Data, Indexa e Genial/Quaest.

Curiosamente, o dado mais recente sobre a avaliação qualificada do governo é mais duro para o Planalto do que a aprovação de Lula. Nesta rodada, apenas 37,9% classificam a gestão como ótima ou boa, ante 39,7% em junho. Já quem a considera ruim ou péssima subiu de 48,3% para 49,3%. Outros 12,7% avaliam o governo  como regular – índice que era de 12% no mês anterior. Apesar da aparente divergência entre aprovação e avaliação de governo, as variações  são pequenas e próximas da margem de erro (±1 ponto).

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Onde Lula mantém força e onde enfrenta resistência

Na leitura dos segmentos, a aprovação de Lula reproduz, em linhas gerais, as mesmas clivagens observadas na intenção de voto. O presidente é mais aprovado entre mulheres (52,9%, ante 41,9% dos homens), no Nordeste (67,2%), entre eleitores com ensino superior (56,1%), católicos (50,6% ante 23,2% dos evangélicos) e na baixa renda (55,6% entre quem ganha até R$ 2 mil). A desaprovação, por sua vez, concentra-se entre evangélicos (76,5%), no Sul (68,3%), entre homens (57,5%) e, sobretudo, nas faixas de 25 a 44 anos, onde supera 61%. 

O governo tem melhor desempenho nos extremos da distribuição de renda e pior entre a classe média, onde a desaprovação chega a 61,1% na faixa de R$ 3 mil a R$ 5 mil. No campo ideológico, a polarização permanece quase absoluta: 99,3% da esquerda lulista aprova o governo, enquanto a direita o rejeita de forma quase unânime. Os independentes seguem divididos, com 51,2% de aprovação, reforçando seu papel como principal eleitorado em disputa.

Sobre a pesquisa

O levantamento consultou 5.021 eleitores pela internet entre 22 e 27 de julho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

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