A avaliação negativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supera a positiva, segundo a nova pesquisa Indexa/Broadcast. 43% dos brasileiros classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 35% a consideram ótima ou boa. Outros 19% avaliam o governo como regular e 3% não souberam responder.
A avaliação varia significativamente entre homens e mulheres. Entre os homens, 49% fazem uma avaliação negativa do governo, enquanto 28% têm avaliação positiva. Entre as mulheres, o quadro é mais equilibrado: 41% avaliam a gestão como ótima ou boa, contra 38% que a classificam como ruim ou péssima.
A diferença também aparece entre as regiões do país. No Nordeste, o governo tem saldo positivo: 46% avaliam a gestão como ótima ou boa, contra 32% que a consideram ruim ou péssima. No Sul, ocorre o inverso, com 58% de avaliação negativa e 25% positiva.
No Sudeste, 45% avaliam o governo negativamente e 34% positivamente. No Norte, são 45% e 30%, respectivamente. No Centro-Oeste, 44% consideram a gestão ruim ou péssima, ante 30% que a avaliam como ótima ou boa.
Fortemente concentrada
Mas a avaliação negativa do governo, sozinha, não significa que todo esse eleitorado esteja disponível para a oposição.
O que a pesquisa mostra é que a avaliação negativa de Lula está fortemente concentrada nos eleitores de Bolsonaro e entre os que não votaram na última eleição. Entre os que votaram no ex-presidente, 79% classificam a gestão Lula como ruim ou péssima. O índice chega a 57% entre os que não votaram ou votaram branco e nulo na última eleição.
“O governo tem hoje um saldo negativo de avaliação, mas isso não se traduz automaticamente em vantagem para a oposição. A eleição continua fortemente polarizada e uma parcela importante do eleitorado que faz críticas ao governo também demonstra resistência à volta da família Bolsonaro. É essa combinação que ajuda a entender o cenário atual”, afirma Freres.
Aprovação do presidente
A aprovação de Lula também piorou entre julho e agosto. A parcela dos que aprovam a forma de o presidente administrar caiu de 49% para 46%, enquanto a desaprovação subiu de 48% para 50%, ampliando para 4 pontos a diferença entre os dois grupos. Em julho, a aprovação superava numericamente a desaprovação.