Garcia Pereira Advogados Associados

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A nova pesquisa Globo/Quaest mostra uma disputa presidencial mais acirrada, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) tecnicamente empatados, dentro da margem de erro. Flávio tem 45% das intenções de voto, ante 44% de Lula. Outros 9% declaram que votarão em branco ou nulo, ou que não comparecerão às urnas, enquanto 2% estão indecisos.

Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Flávio teria entre 43% e 47% das intenções de voto, enquanto Lula ficaria entre 42% e 46%. Em votos válidos, conta que exclui brancos, nulos, abstenções e indecisos, Flávio obtém 51%, contra 49% de Lula.

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Numericamente, o quadro pouco mudou em relação à rodada anterior, mas a diferença entre os candidatos diminuiu de dois para um ponto percentual. Como a oscilação está dentro da margem de erro, os dados não permitem afirmar que houve uma mudança consistente na disputa. Na pesquisa realizada há uma semana, Flávio tinha 46%, enquanto Lula mantinha os mesmos 44%.

A votação espontânea, porém, indica maior indefinição. Quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula e Flávio aparecem com 40% cada. A parcela que não cita nenhum nome dobrou em relação à rodada anterior, passando de 7% para 14%. Entre as mulheres, a indecisão chega a 17%, em meio à redução das intenções de voto declaradas para os dois candidatos. Entre os eleitores independentes, o percentual dos que não indicam um nome subiu de 13% para 31%.

A pesquisa indica estabilidade na maior parte dos segmentos do eleitorado. Mas uma das principais mudanças aparece entre os beneficiários de programas sociais, grupo que representa 21% da amostra. Nesse grupo, a vantagem de Lula sobre Flávio aumentou de 29 para 37 pontos percentuais. Também cresceu entre esses eleitores o temor de um retorno da família Bolsonaro ao poder, um dado que pode ajudar a compreender a receptividade à mensagem adotada pela campanha petista.

Mudança de voto

A possibilidade de mudança de voto também permanece presente. No conjunto da amostra, 10% dizem que ainda podem mudar de escolha. O índice é de 9% entre os eleitores de Lula e de 7% entre os de Flávio. Ao mesmo tempo, o potencial de voto dos dois candidatos aumentou: passou de 47% para 49% no caso do presidente e de 46% para 48% no do senador.

A rejeição recuou para ambos, mas segue elevada. O percentual dos entrevistados que dizem não votar em Lula de jeito nenhum caiu de 53% para 47%. No caso de Flávio, passou de 54% para 52%.

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Outro dado relevante é a recuperação da avaliação do governo. A aprovação de Lula chegou a 46%, o melhor resultado desde 14 de agosto, enquanto a desaprovação ficou em 47%. A melhora ocorre após o anúncio de medidas e benefícios pelo governo na reta final da campanha, embora a pesquisa, por si só, não permita atribuir a variação diretamente a essas iniciativas.

A pesquisa Globo/Quaest entrevistou 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08535/2026.