Candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro começou a campanha neste domingo (16/8), no Rio de Janeiro, berço político de sua família. Ao lado de conhecidos aliados, o senador levou milhares de pessoas à Praia de Copacabana, palco das manifestações da direita nos últimos anos, mas em um evento com menos apoiadores do que os atos comandados pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro começa a campanha com o desafio de diminuir a diferença para o presidente Lula (PT) nas pesquisas de intenção de voto após a dificuldade de fechar alianças (os partidos do Centrão preferiram a neutralidade) e em meio a episódios de desgastes anteriores, como a divulgação de diálogos com o ex-banqueiro do Banco Master Daniel Vorcaro e o vídeo da madrasta Michelle. A ex-primeira-dama, aliás, não compareceu ao ato, e seu nome nem sequer foi citado por aliados mais próximos de Flávio Bolsonaro.
Flávio lembrou o pai em diversos momentos. Reafirmou em seu discurso a intenção de realizar um tesouraço nas contas públicas. Coordenadora do programa econômico do presidenciável, Daniela Marques, estava no evento, mas não discursou.
Sem citar diretamente o tarifaço, falou diversas vezes sobre soberania, especialmente na segurança. O presidenciável do PL repetiu a intenção de declarar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
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Na estratégia de tentar melhorar sua intenção de voto entre o eleitorado feminino, usou um trecho do discurso para falar sobre propostas para as mulheres e afirmar que iria protegê-las. Fernanda, mulher de Flávio, falou brevemente e seu discurso também foi voltado ao público feminino. Fernanda foi quem escreveu na camisa do senador a frase “o Brasil vai vencer”. O candidato falou ainda em mudar o currículo escolar e criar o programa minha primeira empresa.
As críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) não foram centrais nos discursos. Flávio disse que o próximo presidente vai indicar ao menos quatro ministros para a Corte. Na verdade, as próximas aposentadorias programadas seriam de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes (no caso, a aposentadoria do decano será em 30 de dezembro de 2030, final do mandato do próximo presidente eleito).
Flávio Bolsonaro e os aliados se reuniram em um hotel na Praia de Copacabana à espera do ato. O candidato esteve acompanhado da mulher, Fernanda, e do vice na chapa, Alfredo Gaspar (AL), além do postulante do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e dos senadores e deputados federais fluminenses que concorreram à reeleição.
Estiveram presentes no evento também o senador Rogério Marinho (RN), coordenador do programa de governo de Flávio, e o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.
O pastor Silas Malafaia não esteve presente, mas enviou uma mensagem de apoio a Flávio Bolsonaro. Malafaia havia divulgado em suas redes sociais um culto para o mesmo dia e horário do ato da campanha do presidenciável do PL.