Garcia Pereira Advogados Associados

A nova pesquisa BTG/Nexus mostra uma disputa ligeiramente mais favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que na rodada anterior. A 9ª rodada, divulgada nesta segunda-feira (10/8), registra uma recuperação da vantagem do presidente tanto no primeiro quanto no segundo turno. No confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), porém, o resultado permanece dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e, portanto, configura empate técnico.

No primeiro turno, o presidente Lula, lançado oficialmente há uma semana como candidato do PT à reeleição, oscilou de 41% para 40%, enquanto Flávio recuou de 37% para 35%. Apesar da queda de Lula, o movimento foi mais intenso entre os eleitores de Flávio, o que devolveu alguma vantagem ao presidente. As duas candidaturas concentram 75% das intenções de voto.

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No bloco dos demais candidatos, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, Renan Santos (Missão) tem 4% e Romeu Zema (Novo) 3%. Outros candidatos somam 4%, enquanto 5% declaram voto em branco, nulo ou nenhum candidato.

No segundo turno, a distância também voltou a abrir. Lula tem 47%, contra 44% de Flávio Bolsonaro, uma vantagem de três pontos percentuais para o presidente. Na rodada anterior, o placar era de 46% a 45%. A série histórica mostra, portanto, estabilidade tanto de Lula quanto de Flávio no confronto direto, mas com movimento favorável ao presidente nesta rodada.

Nos demais cenários de segundo turno, Lula obtém vantagens maiores. O presidente tem 47% contra 40% de Romeu Zema e 46% contra 37% de Renan Santos. Já no confronto com Ronaldo Caiado, a disputa é mais equilibrada: Lula marca 46%, ante 42% do governador de Goiás.

Mas o dado que continua se impondo talvez diga menos sobre quem o eleitor deseja e mais sobre quem ele rejeita: 50% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 48% dizem o mesmo sobre Lula. Os índices permanecem próximos dos registrados nas rodadas anteriores e mostram que, apesar da disputa concentrada nos dois candidatos, a rejeição de ambos segue em patamar elevado.

Nada menos que 22% dos eleitores dizem que sua escolha para presidente será motivada pela rejeição ao adversário. Em uma eleição marcada pela disputa entre Lula e Flávio, o voto no “menos pior” segue como força eleitoral relevante — talvez a principal.

A pesquisa também investigou a percepção dos eleitores sobre a polarização política. Embora 65% reconheçam que existe polarização no Brasil, apenas 17% dizem estar confortáveis com ela. Outros 12% se mostram indiferentes e 36% afirmam estar cansados da polarização. Entre os entrevistados, 24% discordam da existência de polarização e 11% não souberam responder.

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Desempenho do governo

Na aprovação do governo, o cenário é negativo para Lula. 46% aprovam o trabalho do presidente, enquanto 49% desaprovam. Na série histórica, a desaprovação voltou a superar a aprovação depois de uma rodada em que os dois índices se aproximaram.

Na avaliação do governo por conceitos, 34% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 21% a consideram regular. Outros 44% avaliam o governo como ruim ou péssimo. Com isso, o saldo entre avaliações positivas e negativas é de -10 pontos percentuais.

A pesquisa Nexus foi realizada por telefone, entre 7 e 9 de agosto, com 2.001 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.