Garcia Pereira Advogados Associados

O segundo turno das eleições de 2026 será realizado no dia 25 de outubro, último domingo do mês. Na disputa à Presidência da República, os eleitores irão decidir entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Seis estados ainda escolherão seus governadores, com ressalva para o Rio de Janeiro, que poderá ter sua eleição estadual decidida com os votos do primeiro turno, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que invalidou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos).

A ordem de votação do segundo turno é governador, nos estado em que há segundo turno para este cargo, e, em seguida, presidente. O uso de celular e qualquer item eletrônico é proibido dentro da cabine eleitoral. Os números dos candidatos podem ser anotados em papel.

Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas

O horário de votação é o mesmo do primeiro turno. Os eleitores poderão votar das 8h até às 17h (pelo horário de Brasília).

Eleitores que vivem em regiões que não seguem o fuso horário da capital federal saem para votar em horários diferentes. Acre e 11 municípios do Amazonas (Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Jutaí) votam das 6h às 15h; Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima, Manaus e 50 municípios do Amazonas votam das 7h às 16h; e eleitores de Fernando de Noronha votam das 9h às 18h.

Disputa para governador no 2º turno

  • Distrito Federal: Celina Leão (PP), com 49,93% dos votos válidos, e Leandro Grass (PT), com 34,47%;
  • Acre: Mailza Assis (PP), com 49,76% dos votos, e Alan Rick (Republicanos), com 32,37%;
  • Amazonas: Omar Aziz (PSD), com 40,63% dos votos válidos, e Professora Maria do Carmo (PL), com 24,49%;
  • Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 49,65% dos votos, e Ricardo Ferraço (MDB), com 34,06%;
  • Rio Grande do Norte: Allyson (União), com 36,94% dos votos válidos, e Cadu de Lula (PT), com 36,16%;
  • Tocantins: Professora Dorinha (União), com 45,52%, e Vicentinho Júnior (PSDB), com 43,94%.

No Rio de Janeiro o cenário é incerto. No primeiro turno, o nome de Garotinho foi às urnas sub judice, isto é, com recurso pendente de análise pela Justiça Eleitoral. A controvérsia sobre sua candidatura se deu porque o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou o registro do ex-governador por causa de uma condenação por improbidade administrativa. Após uma série de decisões envolvendo a ação, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, autorizou que os votos de Garotinho integrassem a apuração até o julgamento definitivo. 

Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email

No primeiro turno, Garotinho recebeu 274.411 votos, o que corresponde a 3,17% do total, mas a disputa ficou entre Douglas Ruas (PL), com 49,27% dos votos válidos, e Eduardo Paes (PSD), com 42,76%. A situação de Garotinho passou por uma reviravolta nesta quinta-feira (8/10), quando os ministros do TSE formaram maioria para rejeitar o registro e anular os votos do candidato.

A determinação do Tribunal foi pela retotalização imediata dos votos pelo TRE-RJ, o que abre caminho para a vitória de Douglas Ruas ao cargo de governador do Rio de Janeiro já em primeiro turno. Pouco depois, a chapa de Eduardo Paes acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a suspensão da decisão do TSE.