A ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL), Mariângela Fialek, é alvo de uma operação deflagrada nesta sexta-feira (12/12) pela Polícia Federal para apurar suspeitas de desvios de emendas parlamentares. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão ainda está em sigilo.
Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em Brasília na casa de Fialek e também na Câmara dos Deputados. Atualmente Fialek trabalha na liderança do PP na Câmara e organiza a indicação de emendas parlamentares. Sua remuneração bruta é de R$ 23,7 mil.
Estão sendo investigados os crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.
As investigações começaram após depoimentos dos deputados José Rocha (União-BA) e Glauber Braga (Psol-RJ), o último afastado nesta semana do mandato por seis meses. Braga foi acusado pelo partido Novo de ter faltado com o decoro parlamentar ao expulsar da Câmara, em abril do ano passado, com empurrões e chutes, o então integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro. O incidente foi filmado.
O JOTA ainda não conseguiu contato com a defesa de Mariângela Fialek e o espaço segue aberto.