Garcia Pereira Advogados Associados

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest com deputados revela melhora na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e no seu potencial de reeleição em 2026. Em junho, o governo registrava 46% de avaliação negativa e 27% de positiva. Agora, há um empate técnico: 40% de avaliação negativa e 38% de positiva. Entre os parlamentares independentes, a mudança é mais expressiva: a avaliação negativa caiu de 44% para 24%, enquanto a positiva subiu de 8% para 21%.

Na sondagem nacional da mesma consultoria, feita em novembro com eleitores acima de 16 anos, o governo aparecia com 38% de avaliação negativa e 31% de positiva.

Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas

O favoritismo de Lula na disputa de 2026 também avançou. A parcela de deputados que o vê como principal nome passou de 35% para 43%, número próximo aos 42% que projetam vitória de um candidato da oposição.

A sondagem ouviu 167 deputados, 33% da Câmara, em entrevistas presenciais realizadas entre 29 de outubro e 11 de dezembro. A margem de erro é de sete pontos percentuais.

Bolsonaro ainda divide a Câmara

A pesquisa mostra que não há consenso sobre o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2026. Metade da Casa acredita que a oposição pode vencer sem o apoio dele (42%), enquanto a outra metade considera esse cenário improvável (42%).

Avaliação de Hugo Motta recua

Outro resultado relevante é a queda na avaliação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A taxa de menções positivas caiu de 68% para 55%. Entre independentes, o recuo foi de 82% para 70%; entre governistas, de 77% para 44%. Já na oposição, o índice permaneceu estável, oscilando de 47% para 49%.

Relação com o Congresso

A relação entre o governo e o Legislativo segue predominantemente negativa: 50% dos deputados avaliam mal a interlocução, ante 51% em junho. Entre independentes, porém, houve melhora, com queda da avaliação negativa de 65% para 44%. No Centro, o índice recuou de 40% para 33%.

Articulação política

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, aparece como a principal interlocutora do governo para 21% dos deputados, seguida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em junho, Gleisi tinha 12% e Padilha, 9%. Entre os parlamentares, 29% citam outros nomes, 14% dizem não ter interlocutor e 18% não souberam responder.

O que avança no Congresso

Entre as propostas em discussão, as que contam com maior apoio são a regulamentação do trabalho por aplicativos (66%) e a tarifa zero no transporte público (65%). A segunda fase da reforma tributária tem apoio de 60%.

Na agenda fiscal, duas medidas concentram 90% de aprovação: a redução dos supersalários no serviço público e o aumento da taxação sobre empresas de apostas. Também recebem maioria a elevação de tributos para fintechs (65%), a redução de benefícios fiscais a empresas (58%) e o corte nos gastos previdenciários das Forças Armadas (57%).

Principal problema do país

A violência aparece como o maior problema do Brasil para 43% dos deputados, alta de 20 pontos em relação a junho. A PEC da Segurança Pública também ganhou força: 49% são favoráveis e 39% contrários. Em junho, o cenário era de empate: 42% a favor e 42% contra.

Reeleição na Câmara

A maioria dos parlamentares pretende buscar um novo mandato: 83% planejam disputar a reeleição, 6% avaliam concorrer a outro cargo e 4% não pretendem se candidatar. O padrão se repete entre governo, independentes e oposição.