Garcia Pereira Advogados Associados

Agentes da Polícia Federal cumprem nesta terça-feira (13/1) nove mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apuração de desvios no uso de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os alvos está o deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). A ação faz parte de mais uma fase da Operação Overclean e contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.

Nunes Marques determinou ainda o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicos.

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Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Não é a primeira vez que o deputado é alvo da Operação Overclean. Em junho de 2025, o ministro Nunes Marques autorizou a quebra do sigilo telefônico do parlamentar. A medida fazia parte de um conjunto de ações autorizadas pela Corte, que incluía o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão.

Félix Mendonça é de Itabuna (BA) e deputado federal desde 2011. Ele compõe a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e o Grupo de Trabalho que discute a Proteção de Crianças e Adolescentes em Ambiente Digital. Em 2022, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 3 milhões.

O JOTA entrou em contato com a assessoria do parlamentar e ainda não recebeu retorno. O espaço segue aberto.