Garcia Pereira Advogados Associados

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informou nesta quinta-feira (5/3) que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso a provas e informações que basearam o pedido de sua prisão pela Polícia Federal (PF).

Os advogados afirmaram que não tiveram acesso prévio aos elementos usados pela corporação. Também disseram que o empresário colabora com a apuração e que o acesso aos dados poderão esclarecer os fatos.

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“Daniel Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações, confiante de que o acesso pleno aos elementos do processo permitirá o correto esclarecimento dos fatos, com respeito ao contraditório e à ampla defesa”, diz a nota divulgada pela assessoria de Vorcaro.

O banqueiro e outros investigados no caso Master foram presos preventivamente na manhã de quarta-feira (4/3), na 3ª fase da Operação Compliance Zero. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator da investigação na Corte.

A investigação apontou indícios da prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos praticados pelos envolvidos.

Entre os elementos que a defesa pediu acesso ao STF estão a comprovação sobre a existência do grupo chamado “A Turma”. Segundo a PF, trata-se de uma milícia privada, com estrutura de vigilância e coerção destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.

Os advogados do banqueiro também querem que a polícia identifique o documento e evidências sobre a suposta ocultação de R$ 2,2 bilhões em conta atribuída ao seu pai.

A defesa ainda solicitou datas de mensagens atribuídas pela investigação a Vorcaro e das supostas invasões a sistemas de órgãos públicos.

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Conforme decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a operação, Vorcaro manteve contrato com Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Eles eram responsáveis por obter informações sigilosas, monitorar pessoas e neutralizar situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado.

Em uma das trocas de mensagem entre Mourão e Vorcaro apresentadas pela PF, o banqueiro diz que quer “mandar dar um pau” no colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim. “Quebrar todos os dentes. Num assalto”.