Garcia Pereira Advogados Associados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (6/7) nova indicação terapêutica para o Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), medicamento que já tinha uso autorizado no Brasil para o tratamento de câncer de mama.

O medicamento poderá também ser prescrito como tratamento adjuvante em pacientes adultas com câncer de mama HER2-positivo que apresentem doença invasiva residual após terapia neoadjuvante com trastuzumabe, com ou sem pertuzumabe, associada à quimioterapia baseada em taxanos.

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A decisão foi oficializada pela Resolução 2.636/2026, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (6/7).

O ato atendeu a pedido da Daiichi Sankyo Brasil para alteração da indicação terapêutica do medicamento.

O Enhertu é um conjugado anticorpo-droga direcionado ao receptor HER2, que combina um anticorpo monoclonal a um agente citotóxico com o objetivo de levar o tratamento de forma seletiva às células tumorais.

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A aprovação foi baseada em estudo que apontou redução de 53% no risco de recorrência invasiva ou morte entre pacientes tratadas com o medicamento.

Em comunicado, a Anvisa destacou que “o câncer de mama é o tipo de câncer mais frequentemente diagnosticado no mundo e a principal causa de morte por câncer entre mulheres”. Estimativas citadas pela agência destacam a ocorrência de mais de 70 mil novos casos por ano, sendo o câncer de mama a principal causa de mortalidade por câncer nessa população. Entre 10% e 19% dos casos apresentam superexpressão do HER2, subtipo associado a maior agressividade e pior prognóstico.

Pacientes que não alcançam resposta patológica completa após o tratamento inicial têm maior risco de recidiva. A nova indicação amplia as opções terapêuticas para esse grupo.